sexta-feira, 18 de março de 2011

O ANTICRISTO E O PAPA

O ANTICRISTO E O PAPA

Muitas pessoas procuram encontrar o anticristo na pessoa do Papa. O que dizer a esse respeito? É ele ou não é? Poderia ser, pelo menos, o FALSO PROFETA (integrante da trindade satânica)?

Não podemos, por falta de espaço, de entrar profundamente nesse assunto, entretanto transcrevemos abaixo algo bastante interessante:

Títulos blasfemos reclamados pelo papa têm sido adornados e engrandecidos por séculos. Mas alguns destes orgulhosos reclamos aparecem em um dicionário eclesiástico (católico romano), por Lucius Ferraris, intitulado “Prompta Biblioteca Canônica”, Volume VI, páginas 438, 442, artigo “Papa”. A Enciclopédia Católica ( The Catholic Encyclopedia), edição de 1913, vol. VI, página 48, fala deste livro como “uma autêntica enciclopédia de conhecimentos religiosos”e “uma preciosa fonte de informação.”

“O Papa é tão exaltado e tem tanta dignidade que não é somente um homem, mas como se fosse Deus e vigário de Deus.”

“Portanto o Papa está coroado com uma tríplice coroa como rei do Céu, da Terra e das profundezas.”

“Deste modo, se fosse possível que os anjos errassem na fé ou pudessem pensar contrário à fé, poderiam ser julgados e excomungados pelo Papa.”

“O Papa é como se fosse Deus na Terra, único soberano dos fiéis de Cristo, supremo rei dos reis, tendo a plenitude do poder, a quem Deus onipotente confiou a direção, não apenas do reino terrestre como também do celestial.”

“O Papa pode modificar a lei divina, porque seu poder não é de um homem, mas de Deus.”

O NÚMERO DA BESTA


“Aqui se requer sabedoria. O que tem entendimento, CALCULE O NÚMERO DA BESTA, pois é NÚMERO DE HOMEM. E o seu NÚMERO é SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS.” Apocalipse 13:18.

LATIN

V......................5 F....................0 D....................500
I......................1 I ...................1 E................... 0
C....................100 L...................50 I................... 1
A......................0 I....................1 Sub-total.............501
R......................0 I....................1
I......................1 Sub-total............53

V.....................5
S.....................0
Sub-Total.............112


VOLTA DE CRISTO - CAPS 19 E 20


“Depois destas cousas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória e o poder são do nosso Deus, porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. Segunda vez disseram: Aleluia! E a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos. Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus que se acha sentado no trono, dizendo: Amém, Aleluia! Saiu uma voz do trono exclamando: Dai louvores ao nosso Deus, todos os seus servos, os que temeis, os pequenos e os grandes. Então ouvi uma voz de numerosa multidão, como de muitas águas, e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! pois reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.” Apocalipse 19:1-6.
“Os céus e a terra, e tudo quanto neles há, jubilarão sobre Babilônia; porque ao norte lhe virão os destruidores, diz o Senhor”- Jeremias 51:48.
Geralmente, no Apocalipse, no início de uma série de novos eventos, há um culto de adoração em regozijo pelo que está prestes a acontecer. Dessa vez, entretanto, a alegria é motivada pelo que já aconteceu. A destruição dessa igreja falsa e desse sistema mundial será motivo de grande interesse no céu. O casamento do Cordeiro parece depender da destruição dessa mulher rival.
O segundo Advento de Cristo divide-se em duas partes: (1) a vinda de Cristo para a Igreja; e (2) a vinda de Cristo com a Igreja. Sua vinda para a Igreja é o arrebatamento. Sua vinda com a Igreja é a sua revelação. Será só nessa segunda fase que ele virá à terra, para aqui permanecer e reinar. Ele virá dos céus em cumprimento da promessa que fez quando para lá ascendeu: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu, assim virá do modo como o vistes subir.” At. 1:11 e Is 64:1-4.
Ele vem com a Igreja, para livrar Israel, através da Batalha do Armagedom quando a história do mundo chega ao seu clímax. Essa batalha envolve uma grande porção das profecias do Antigo Testamento. No Antigo Testamento são os judeus, e não os santos, que aparecem no centro dessa batalha. Os exércitos aparecem reunidos contra Jerusalém. Podemos encontrar detalhes dessa batalha em passagens tais como: Zacarias 14:1-4,9; Ezequiel 39:17-22; Joel 3:9-18; Ezequiel 38:11-12.
A descrição feita por Ezequiel acompanha quase que palavra por palavra a descrição do livro de Apocalipse, com a diferença de fornecer a localização da batalha e relata os efeitos que ela terá sobre Israel. Ezequiel refere-se aos judeus, enquanto que o Apocalipse refere-se aos santos que estão com Cristo.
Essa batalha conseguirá maiores benefícios para Israel do que para qualquer outra nação. Ela é o cumprimento de todas as suas esperanças e profecias acerca da nação, o começo do reino prometido. Nada disso, contudo, é visto no livro de Apocalipse. Como sempre, o Apocalipse visa exclusivamente os santos. Ele apresenta os exércitos reunidos contra o Senhor e contra os que estão em Sua companhia. Ambos os pontos de vista são reais. O propósito de satanás, ao convocar os exércitos das nações, será o de impedir o estabelecimento do reinado de Cristo e dos santos. Os reis da terra estarão mais interessados, por outro lado, em se apossarem dos despojos dos judeus. Esse será o chamariz que satanás empregará para reunir as nações.

O REINO

O fim da batalha do Armagedom marcará o início de uma nova dispensação. Esse período de mil anos de governo de Jesus Cristo ainda não é o princípio de um novo mundo, mas tão somente o fim de um mundo antigo. O que o sábado judaico é para a semana, assim será o milênio para a era presente. Haverá um governo perfeito durante o reino milenar de Cristo e seus santos; mas não haverá um mundo perfeito. Os flagelos, os terremotos, a grande saraivada e o fogo destruíram as obras dos homens. A terra se encontra em ruínas; serão necessários sete meses para sepultar os mortos, após a batalha do Armagedom (ver Ezequiel 30:12).
Em seguida, terá início a obra da reconstrução, sob a supervisão de Cristo. Essa obra será conduzida até que a perfeição seja atingida. Aquilo que o homem não conseguiu realizar - paz duradoura e prosperidade universal, sem qualquer ciclo de depressão - Cristo tornará realidade. A vida longa será restaurada naqueles dias futuros; a morte entretanto - o último inimigo - prevalecerá ainda até o fim dos mil anos.

QUEM PARTICIPARÁ DO REINO? - 1. Os santos: aqueles que forem dotados de corpos imortais. E reinarão com Cristo durante mil anos, e então irão para o seu lar eterno, a NOVA JERUSALÉM, que é a cidade celestial.

2. Também os judeus que estiverem vivendo sobre a terra.
3. E ainda os gentios que sobreviverem.

É preciso lembrar que durante esse período de mil anos, não haverá um mundo perfeito, nem um povo terreno perfeito, mas apenas um governo perfeito, porquanto o milênio não será o princípio de uma nova situação, mas o encerramento de uma velha. Embora o próprio satanás venha a ficar destituído de todo poder, contudo o pecado não terá sido erradicado da raça humana. Isso exigirá mais uma purificação. Até o próprio julgamento das nações mencionado por Cristo poderá ser um processo que dure muitos anos. Nesse caso, muitas pessoas participarão da época do reinado de Cristo e lhe obedecerão, somente porque serão obrigados a isso. Mas, no fim dos mil anos, todas as pessoas nessa situação serão segregadas e destruídas da face da terra. O método pelo qual serão separadas será extraordinariamente simples. Satanás será novamente solto, e imediatamente percorrerá o mundo inteiro para convocar os seus seguidores a fim de que se rebelem contra o Senhor. Mas serão destruídos, enquanto o próprio satanás será lançado no lago de fogo e enxofre, do qual ninguém pode sair.

A CIDADE SANTA E A ETERNIDADE


OS NOVOS CÉUS E A NOVA TERRA não resultarão de alguma catástrofe não registrada nas Escrituras, que teria, quem sabe, ocorrido entre o 20 e o 21 capítulos. Pelo contrário, são resultado do processo de redenção e do reinado de Cristo durante mil anos. É inconcebível que a obra redentora de Cristo, que culminará com o reinado milenar de Cristo, venha a resultar em tão colossal fracasso como a destruição total que alguns querem ver aqui.
Uma vez consumados a purificação final da terra e o julgamento do grande trono branco, a redenção estará completa. Por mil anos, Cristo e os seus santos estarão trabalhando na tarefa de restauração de todas as coisas. O resultado é registrado nesse versículo.
Aqui se completa a história da redenção, que começou no jardim do Éden. Todos os esforços humanos para se restaurar a terra falharam redondamente. Cada civilização trouxe em si mesma germes de sua própria destruição; resta uma única esperança, uma só - a “BENDITA ESPERANÇA” - Tito 2:12.
VEM - Assim termina o livro de Apocalipse. Com um duplo apelo. Um apelo a Cristo, para que venha; e um apelo a todos quantos tiverem sede, para que recebam gratuitamente da água da vida, que flui como um grande rio, vindo do trono de Deus. “O Espírito e a noiva dizem: Vem. “ E a noiva responde: “AMÉM”. Vem Senhor Jesus. Todas as esperanças e aspirações de todos os seguidores de Cristo dependem tão somente de sua segunda vinda. É essa a “bendita esperança”da Igreja de Cristo. E por causa do cumprimento dessa esperança, todos os redimidos podem tomar livremente da água da vida. Não temos aqui um convite para que os pecadores aceitem a Cristo. É um convite aos redimidos, porquanto somente aqueles que são salvos podem descer até às margens do rio da água da vida.
O Senhor Jesus diz sete vezes: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas” Zombar desse livro é zombar de Jesus. Devemos pensar seriamente nisso.
A última promessa das Escrituras diz: “Certamente venho sem demora”; e a última oração: “AMÉM. VEM, SENHOR JESUS”. - Apoc. 22:20.

Bibliografia:
A Bíblia Sagrada - Thompson
A Bíblia Sagrada - Almeida - Rev. e Corrigida
A Bíblia Sagrada - Anotada por Scofield
A Bíblia e o futuro - A.A. Hokema
Antes da Última Batalha - Ed. Betânia.
All Things New - Editora Betânia.

O Senhor te abençoe e te guarde. Pastor Aragão.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A BABILÔNIA - 17 e 18

BABILÔNIA - CAPS 17 E 18

Ao lermos a carta à Igreja de Tiatira, vimos ali uma ímpia mulher cujo
nome era JEZABEL.
A profecia não mostra as igrejas protestantes como tendo saído da Igreja Católica Romana, mas o romanismo como sendo um parasita, uma excrescência no seio da verdadeira Igreja, um câncer que precisa ser extirpado. JEZABEL, pois, é do tipo desse parasita. Ela não deixou de existir depois que a Igreja foi purificada. Tornou-se o grande simulacro da Igreja, criado por satanás. Nos últimos dias ele manterá os mesmos relacionamentos para com o anticristo que a verdadeira Igreja mantém com Cristo. Mas isso não é nenhuma novidade, uma vez que satanás sempre teve sua religião falsa. No Antigo Testamento JEZABEL tipificava a mesma religião satânica. Agora examinaremos um pouco mais de perto essa mulher, nos últimos dias de sua existência, quando provavelmente absorverá em si mesma todas as religiões falsas e todas as igrejas apóstatas.
APOC 17:1-5 - A mulher vestida de púrpura e escarlata monta uma besta escarlate, a qual possui sete cabeças e dez chifres. Isso se ajusta tanto à descrição do dragão como à do anticristo. Ap. 12:3 e Ap 13:1.
A BESTA É UM SÍMBOLO COMPOSTO DE:

1. Todos os impérios mundiais de todos os tempos - 7 cabeças.
2. O império mundial dos últimos dias - Os 10 chifres.
3.O verdadeiro cabeça de todos os governos humanos - o príncipe deste mundo, que é o diabo.
4. O cabeça humano do último império mundial - o anticristo (a manifestação carnal de satanás).
A mulher conhecida como “Babilônia, a Grande” é o sistema eclesiástico de satanás. Ela é a mãe das meretrizes, mãe das “ abominações da Terra “. Todos os sistemas idólatras são as meretrizes, suas filhas.
Nos dias da igreja primitiva, a sede do controle do sistema diabólico havia sido transferido de Babilônia para Pérgamo - “... onde está o trono de satanás...” Daí foi transferida para Roma; e Roma se tornou a “grande cidade que domina sobre os reis da terra”. Ap 17:18. Nos últimos dias, a Babilônia tornar-se-á novamente o centro de um sistema religioso de âmbito mundial.

A MULHER ESTAVA ASSENTADA SOBRE A BESTA, como que apoiada por ela. O símbolo da besta é explicado mediante o descortinamento de sua história. A besta é o diabo. Ele é que sairá do abismo e caminhará para a perdição. (Ver Ap 20:1,2,7,10). Ele é o príncipe deste mundo, e como tal tem uma história terrena simbolizada pelas sete cabeças.
As sete cabeças são os sete impérios mundiais, a saber: O Egipto, a Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma e aquele que ainda jaz no futuro.
Passa-se certo intervalo de tempo entre a queda de Roma e esse último império. Nesse sentido é que a besta era e no entanto, ainda é, porque o diabo continua exercendo certo poder sobre as nações, e conseguirá formar outro império.
Ao fazer análise de Ap 17:9-10, alguns têm pensado que os sete montes são as chamadas sete colinas de Roma, entretanto, Roma não está mais edificada sobre sete colinas, e o anjo declarou especificadamente que os sete montes, as sete cabeças, são símbolos dos sete reis, isto é, dos sete impérios mundiais da história da raça humana.
Cinco já caíram: O Egipto, a Assíria, Babilônia, Pérsia e Grécia. Um existe: O império romano, (que existia no tempo em que João escreveu). O outro ainda é futuro: o novo império do anticristo. Mas esse último império será de breve duração.
O OITAVO REI será o diabo em pessoa, encarnado no anticristo. O próprio satanás não criará um império. Mas assumirá o controle de um império que já está em existência, quando ele aparece miraculosamente. Esse império será formado por um conquistador e, embora seja realmente um reavivamento do império romano, será novo e reputado como o sétimo império. Ao tempo do arrebatamento, satanás tomará conta desse império, dividirá os reinos em número de dez e estenderá o seu poder até os confins da terra. E assim ele será o oitavo, mas também pertencerá aos sete.
É admirável que tanto espaço no Apocalipse tenha sido dedicado à Babilônia. Isso só pode significar que essa cidade assumirá mais importância que qualquer outra cidade ou religião já desfrutaram. O mundo nunca viu nada do que é descrito aqui. É essa a razão das dificuldades na compreensão dessas palavras. Nunca houve nada semelhante a ela, nem qualquer coisa que se lhe aproximasse ao menos.

Mas, que cidade é esta, de que a Bíblia fala? Ela está presente em nossos dias, ou ainda virá? Será que, onde hoje está o Iraque, a antiga cidade de Babilônia será reerguida? Na visão do Rev. David Wilkerson, autor do livro “A Cruz e o Punhal” ele diz “Eu creio que a moderna Babilônia é a América do Norte atual, inclusive sua sociedade corrupta e sua igreja mista, mundana, corrompida. Nenhuma outra nação do mundo corresponde à descrição da Babilônia do Apocalipse 18, a não ser a América do Norte, a rainha da prostituição, mercadejando nisso com todas as nações. A antiga Babilônia de há muito estava destruída quando João teve a visão do capítulo 18 de Apocalipse. João viu uma destruição com fogo abrasador ocorrer em uma hora: ‘Portanto num dia virão as suas pragas, a morte e o pranto, e a fome, e será queimada no fogo, porque é forte o Senhor Deus que a julga. E os reis da terra, os quais se prostituíram com ela, e viveram em delícias a chorarão, e sobre ela prantearão, quando virem o fumo do seu incêndio; estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! ai! daquela grande Babilônia, aquela forte cidade! pois numa hora veio o seu juízo’ Ap 18:8-10.
Assim como Israel foi chamada a “Cidade de Deus”, a América do Norte é chamada Babilônia, a poderosa cidade.”
Eu relutei bastante antes de aceitar essa visão do Rev. David Wilkerson, mas, que outra nação do mundo pode ser comparada a ela: “Deus vai julgar a América do norte por sua violência, seus crimes, seu desvio espiritual, seu assassinato de milhões de vidas ( nos abortos ), na sua prática pública de homossexualismo e sadomasoquismo, sua corrupção, bebedeira e consumo de drogas, sua demonstração de piedade sem poder, sua frieza espiritual para com Cristo, seu desenfreado divórcio e adultério, sua lúbrica pornografia, seu maltrato de crianças, suas fraudes, seus filmes imundos, e sua prática de ocultismo?”
APENAS CURIOSIDADE: VOCÊ JÁ REPAROU QUE O SÍMBOLO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA É UMA MULHER? E QUE ELA ESTÁ SOBRE MUITAS ÁGUAS, E QUE ELA TEM SETE PONTAS EM SUA CABEÇA?
Em Ap 13:11 está escrito: “E vi subir da terra outra besta e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão”. Devemos notar uma coisa: que esta besta, em vez de subverter outras potências para estabelecer-se, (a nação assim representada) deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente. Não poderia, pois, surgir entre as nações populosas e agitadas no Velho Mundo - este mar turbulento de “povos e multidões e nações e línguas”. Deve ser procurado no Ocidente.
Que nação do Ocidente se achou ascendendo ao poder, apresentando indícios de força e grandeza e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz as especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América. Reiteradas vezes, ao descreverem a origem e o crescimento desta nação, oradores e escritores têm emitido, inconscientemente, o mesmo pensamento e quase que empregado as mesmas palavras do escritor sagrado. A besta foi vista “subir da terra” e, segundo os tradutores, a palavra aqui traduzida “subir”, significa literalmente “crescer ou brotar como uma planta”. E, como vimos, a nação deveria surgir em território previamente desocupado. Um escritor preeminente, descrevendo a origem dos Estados Unidos, fala do “mistério de sua procedência do nada”, e diz: “Semelhante à semente silenciosa, desenvolvemo-nos em império”. G. A. Towsend, The New World Compared With the Old, pág. 462. Um jornal europeu, em 1850, referiu-se aos Estados Unidos como um império maravilhoso, que estava “emergindo” e “no silêncio da terra aumentando diariamente seu poder e orgulho”. The Dublin Nation.
“E tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro”. Os chifres semelhantes aos do cordeiro indicam juventude, inocência e brandura, o que apropriadamente representa o caráter dos Estados Unidos, quando apresentados ao profeta como estando a “subir”.
Mas a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro “falava como dragão”. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam, adorem a primeira besta, cuja chaga mortal foi curada. E ... dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida de espada e “vivia”. Ap 13:11-14.
Os cornos semelhantes aos do cordeiro e a voz de dragão deste símbolo indicam contradição flagrante entre o que professa e pratica a nação assim representada.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O ARREBATAMENTO

O ARREBATAMENTO - CAPS 12-16

Até o capítulo 11, João relata o que acontecerá no céu. Depois, ele passa a ver o que acontecerá sobre a terra, durante esse mesmo período. É evidente que não se trata da história de toda a terra, durante esse tempo, mas somente das coisas que dizem respeito aos santos.
Embora, como organização, a Igreja não dure mais do que três anos e meio depois do arrebatamento, sempre haverá crentes aqui. Os cento e quarenta e quatro mil atravessarão incólumes todo o período da tribulação, juntamente com todos os outros santos da tribulação que serão mortos pelo anticristo. Jesus falou “destes meus irmãos” que se encontrarão aqui quando ele voltar.
De quem se comporá a Igreja após o arrebatamento? Existirão alguns que, a exemplo do servo mau, dirão: “Meu senhor demora-se...” Mateus 24:48. Jesus deu a tal servo um lugar entre os hipócritas; mas haverá muitos outros. Ficamos a perguntar o que sucederá àqueles que foram representados pelas virgens imprudentes. O Senhor disse a elas: “Não vos conheço” - Mt 25:12. Parece terrível, mas permanece de pé o fato de que elas representam crentes, até mesmo quando do retorno do Senhor.

As virgens imprudentes se ausentaram na ocasião errada, ainda que por motivo justo. Foram buscar azeite, mas já era tarde demais. Não eram “servos maus”; precisam ser consideradas parte da Igreja organizada - consideravelmente mais sábias que os servos maus. Em todas as outras instâncias em que Jesus discute a separação entre os salvos e os perdidos, quando da ressurreição, ele consigna os perdidos ao seu lugar de punição - à fornalha de fogo, às trevas exteriores, entre os hipócritas.
No caso das virgens imprudentes, entretanto, tais declarações não se fazem presentes. Elas não são condenadas, mas apenas deixadas de fora. Representam vasto número de membros de igrejas que não se mostram antagônicos a Cristo; certamente haverá grande número dentre eles que serão avivados, depois do arrebatamento.
NÃO SE TRATA DE UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE. Essa “segunda oportunidade”seria a que fosse dada após a morte. Muitas pessoas têm mais de uma oportunidade, enquanto ainda estão vivas. Assim, embora todos os que são de Cristo venham a ser arrebatados quando de sua vinda, continuará existindo uma Igreja sobre a terra, e essa Igreja contará com uma semente verdadeira - NOVOS CONVERTIDOS.
Ao continuarmos este estudo, seria bom termos em mente o ensinamento bíblico sobre a ressurreição. Isso poderá ser encontrado nas seguintes passagens:
1. Lc 17:20-36 - mostra como a ressurreição afetará aqueles que então estiveram vivos. Os salvos serão arrebatados, os outros serão deixados.
2. 1 Ts 4:16-17 - Essa passagem nos revela a maneira da ressurreição. Haverá um brado, uma voz e um toque de trombeta. Os salvos que estiverem mortos ressuscitarão primeiro; em seguida, os que estiverem vivos, serão arrebatados juntamente com eles. Note-se o termo “arrebatados” que expressa o modo de nossa ida. Note-se, igualmente, que há a voz de arcanjo. Miguel é esse arcanjo. Ele tem uma obra definida a fazer, em conexão com a ressurreição.
3. Dn. 12:1-3 - Encontramos aqui a razão do arrebatamento. Terá lugar para salvar o povo de Deus de um período de tribulação tal como nunca houve desde que existem povos sobre a face da terra. Trata-se de uma declaração forte, quando consideramos as guerras e calamidades que se tem abatido sobre o nosso mundo em várias épocas de sua história. Esse período é conhecido como “a tribulação” e “os sete últimos flagelos”. Não somente será a pior perturbação que o mundo já experimentou, mas também terá natureza diversa das demais tribulações. Não só resultará das falhas que os homens cometem em seus governos, tais como as guerras, fomes e a disseminação de enfermidades e pestes, mas muito além disso. Será um período de julgamento que, à semelhança do dilúvio, será uma visitação direta da parte de um Deus irado.

Acrescente-se a isso o fato de que o próprio satanás será julgado sobre esta terra, após haver reinado aqui pessoalmente por algum tempo, durante o qual ele levará a iniquidade ao ponto de colheita e será mais fácil compreender porque Daniel disse que esse seria um período de aflição tal como nunca antes houve sobre a terra. O ARREBATAMENTO, POIS, TERÁ LUGAR ANTES DE COMEÇAR ESSE PERÍODO DE PERTURBAÇÕES pelo mesmo motivo que levou Noé a entrar na arca antes do dilúvio, e que Ló e sua família foram tirados de Sodoma antes do fogo cair do céu.

Daniel escreve que Miguel se levantará. Isso não significar que Miguel esteja sentado; mas quer dizer que o arcanjo Miguel subitamente entrará em ação. Há uma grande oposição a vencer. O diabo, o grande destruidor, combaterá com todo o seu tremendo poder, para reter os corpos dos santos. Jamais duas forças oponentes se encontraram em tão decisiva batalha como quando Miguel, à frente dos exércitos de Deus, se levantar em defesa dos filhos de Deus, contra satanás e suas hostes. Essa mesma idéia transparece também nas palavras do próprio Daniel “...naquele tempo será salvo o teu povo...” O vocábulo hebraico, netsal - significa “arrebatar”, “libertar”. Corresponde de forma exata à expressão neo-testamentária “arrebatar”. Em ambos os casos, subentende-se que seremos livrados de um grande perigo.


3. Quem é a mulher vestida do sol em Apocalipse 12?

Alguns intérpretes dos mais piedosos tem acreditado e ensinado que essa personagem é a nação israelita. Entretanto, por mais que nos esforcemos para chegar a essa conclusão fica difícil, uma vez que ao meditarmos detalhadamente sobre o que apresenta a passagem bíblica, ficamos cada vez mais convencidos de que não pode ser Israel.. Para crer nisso teríamos que encontrar, em primeiro lugar, uma razão para João, o autor de Apocalipse, fazer mistério utilizando uma linguagem simbólica, para falar de algo já acontecido. O que já é do conhecimento de todos não precisa mais ser escondido. Também podemos observar que, ao dividir o livro de Apocalipse em 3 partes: “As coisas que viste (Apoc. cap 1), as que são (Apoc. cap 2 e 3) e as que depois destas hão de acontecer (Apoc. cap 4 a 22)”, o Senhor colocou essa personagem simbolizando algo dentre as coisas que “depois destas hão de acontecer” - Capítulo 12. Não tendo encontrado essa razão temos que partir, então para outra interpretação, que seja compatível com a simbologia bíblica. Podemos ver que a mulher:
a) estava vestida do sol - Em Mateus 5.14, Jesus disse aos seus discípulos no Sermão do Monte; “vós sois a luz do mundo” , donde podemos ver que é a Igreja que está refletindo a luz de Cristo para o mundo.

b)tinha uma coroa sobre a cabeça - Somente aos salvos é prometida uma coroa. Em nenhum lugar das Escrituras podemos encontrar qualquer coisa que confirme que aos anjos é dada ou prometida uma coroa. “Sê fiel até a morte e dar-te-eii a coroa da vida” - Ap. 2:10b.
c) essa coroa tinha doze estrelas - o número doze representa os redimidos.
d) a mulher tinha a lua sob os pés - a lua só aparece à noite. Pode muito bem representar o poder das trevas, dando entender então que a mulher tem as trevas subjugadas. ( A Igreja sempre prevalece sobre o poder das trevas).
e) no versículo 5 podemos ver que a mulher deu à luz um filho varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. É muito importante que nós venhamos a descobrir alguma coisa sobre o filho varão. Quem viria a ser o FILHO VARÃO ? Se descobrirmos quem é o filho varão, descobriremos quem é a mulher. Em Daniel capítulo 7.13-14 temos uma luz: “ Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.”

Aqui nesta passagem podemos ver que quem recebeu o domínio foi “um como filho de homem”, isto é: O Senhor Jesus. Entretanto, ao verificarmos em Daniel 7:27 podemos ver que houve uma mudança de mãos: “O reino, e o domínio, e a grandeza dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do altíssimo. O seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.” Fica claro neste versículo que o Senhor Jesus passou o domínio para o povo dos santos do Altíssimo, isto é: A IGREJA. Para que não tenhamos mais nenhuma dúvida, quanto a isto, devemos verificar ainda o que está escrito em Apocalípse 2:26-27: “Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos de oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai;”, onde todos sabemos que quem está falando é o Senhor Jesus, e que “ao que vencer”, não se refere a ninguém mais a não ser A IGREJA.
Concluindo, então, que o filho varão é A IGREJA, quem é então, a mulher vestida do sol? Ora, falando num linguajar bastante simples, podemos dizer que se o filho é Igreja, a mãe também só pode ser Igreja. Então, qual a diferença entre a MULHER VESTIDA DO SOL e O FILHO VARÃO? É simples: A mulher vestida do sol é a IGREJA LOCAL, cuja glória e poder se originam da verdadeira Igreja, que nela está contida, isto é: o filho varão, A IGREJA QUE VAI SER ARREBATADA. Podemos, concluindo, verificar que, após o arrebatamento do filho varão, sua mãe, a mulher vestida do sol, perde toda a sua glória, isto é, seu brilho, e vai para o deserto, onde será perseguida pelo dragão (Apoc. 12:6 e 13).

4. O que acontecerá com Ela?

R. Devemos observar que a partir do arrebatamento do filho varão ela já não possui mais a sua glória. Onde está a luz que a vestia? Onde a coroa de 12 estrelas? Onde a vitória sobre o poder das trevas?
Ela foi para o deserto, onde será alimentada-protegida por 1260 dias, isto é aproximadamente 3 anos e meio. No deserto não há alimento, não há água, nem coisa alguma de que possamos lançar mão. Então o que ela foi fazer lá? Haveria algum propósito? Porque se diz que Deus lhe preparou sustento, se ela não subiu? Qual o interesse de Deus nisso tudo? Haveria algum propósito da parte de Deus em que ela não subisse? Se houve, qual seria o critério do Senhor para determinar quem deveria subir?

O ARREBATAMENTO

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

OS SANTOS NO CÉU

OS SANTOS NO CÉU - CAPS. 4-11

A história da Igreja sobre a terra, nessa altura dos acontecimentos, terá chegado ao fim; agora a cena passa para o céu. Aqui é o lugar onde muitos comentadores falham. Erram por não reconhecer o fato de que aqui está o que ocorrerá no céu, após o arrebatamento.

No tempo dos profetas, eles estavam sobre a terra e, muitas vezes contemplavam acontecimentos celestiais, mas nunca antes um profeta subiu ao céu a fim de olhar para a terra. Tendo em vista que essa é a primeira vez que isso aconteceu temos dificuldade de ajustar a ela nosso raciocínio. NÃO EXISTEM QUAISQUER SÍMBOLOS NESTA SEÇÃO.
ESTA SEÇÃO tem duas divisões principais, que podem ser designadas por duas palavras: TRIBULAÇÃO E JULGAMENTO. Precisamos notar que o tempo abrangido pelos capítulos 4-11 vai do arrebatamento ao retorno de Cristo, e que a cena ocorre no céu. TUDO QUE ACONTECE NA TERRA RESULTA DE ALGO QUE SUCEDERÁ NO CÉU; a causa está no céu e o efeito sobre a terra.
TRIBULAÇÃO: Os 4 cavaleiros, a grande tribulação, a primeira ressurreição e os mortos pelo anticristo (3 anos e meio).
JULGAMENTO: O sétimo selo: 1. Terra 2. Mar 3. Rios 4. Sol, lua 5. Reino da besta
6. Rio Eufrates

As duas testemunhas e o Armagedom (7 anos)

Precisamos distinguir as duas espécies de juízo, ou ira, do livro de Apocalipse. Primeira: UM JULGAMENTO CUJO PROPÓSITO É A SALVAÇÃO DOS HOMENS.
Segunda: um julgamento cujo propósito é EXPURGO E PUNIÇÃO. Primeiramente sobrevirá o juízo misturado com a graça; e então derramar-se-á a ira “sem mistura”. A primeira tem em vista a salvação dos santos do período da tribulação. Será a tarefa dos 4 cavaleiros. Habacuque apresenta essa verdade: Hab 3:12-13.
Escrituras paralelas: Zac 6:1; Mt 22:1-10 e 24:7-14.

Nesses dias da consumação da redenção 4 coisas serão realizadas:

1) Todos os homens ouvirão o evangelho.
2) A terra deverá ser julgada e expurgada.
3) Tudo que não puder ser redimido, será destruído.
4) Deverá haver uma reconstrução para que tudo se faça novo.

Falamos aqui sobre reconstrução, não de destruição. Não haverá o que se convencionou chamar fim do mundo. Onde essa expressão ocorre na Bíblia, seria mais acertado traduzi-la por “século” ou “era”. A dificuldade é que o vocábulo “mundo” é utilizado para traduzir certo número de palavras gregas, algumas das quais se referem a tempos ou condições, como na expressão “este mundo é dos poderosos”. Esse tipo de mundo chegará ao fim. MAS O GLOBO TERRESTRE NÃO TERÁ FIM. - Ver Is. 45:17-18.
Que haverá pessoas vivendo nesse globo, quando o período da grande tribulação houver terminado, é evidente na conclusão do discurso profético de Jesus: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória.” Mt. 24:29-30.
Todas as tribos da terra continuarão existindo, depois da tribulação daqueles dias. Ora, se ainda estiverem vivas, depois de tudo isso é porque continuarão vivas, porquanto Jesus disse acerca desse período: “...porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e NEM HAVERÁ JAMAIS”. Mt. 24:21.
Devemos verificar passagens como Mt 25:31-33: Mq 4:1-3; Is 65:17-25; Is 60:21-22; para chegarmos à conclusão de que os povos sobreviverão a isso.
O MILÊNIO é, na verdade, um fase de reconstrução. A perfeição será obtida somente no fim. Depois se tornarão realidade os novos céus e a nova terra.
Uma questão que deveríamos encarar neste momento é se a nova terra será outra totalmente diferente desta terra atual, ou será uma renovação da presente terra. Tanto em Isaías 65:17, como em Apocalipse 21:1, ouvimos acerca de “novos céus e uma nova terra”. A expressão “céus e terra”deveria ser entendida como um modo bíblico de designar o universo inteiro: Céus e terra conjuntamente constituem o cosmos”. Mas então a questão é: o universo atual será totalmente aniquilado, de forma que o novo universo será completamente outro do que o cosmos atual, ou será o novo universo essencialmente o mesmo cosmos que o presente, apenas renovado e purificado?
Temos que rejeitar o conceito de aniquilamento total em favor do conceito de renovação, pelas seguintes 4 razões:
1) Tanto em 2 Pe 3:13 como em Ap 21:1 o termo grego utilizado para designar a novidade do novo cosmos não é NEOS mas sim KAINOS. A palavra NEOS significa NOVO (em tempo ou origem), enquanto que a palavra KAINOS significa NOVO (em natureza ou em qualidade). A expressão ouranon kainon kai gen kainen (“novo céu e nova terra”Ap 21:1) significa, portanto, não a emergência de um cosmos totalmente outro, diferente do atual, mas a criação de um universo que, embora tenha sido gloriosamente renovado, está em continuidade com o universo presente.

2) O argumento de Paulo em Romanos 8 é muito importante. Quando ele nos diz que a criação aguarda, com ansiedade, pela revelação dos filhos de Deus a fim de que possa ser liberta do cativeiro da corrupção (21:22) ele está dizendo que é a criação atual quem será liberta da corrupção no eschaton, não uma criação totalmente diferente.


3) Uma terceira razão é analogia entre a nova terra e os corpos ressurretos dos crentes. Haverá continuidade entre o corpo atual e o corpo ressurrecto. As diferenças entre nossos corpos atuais e nossos corpos ressurrectos não retiram a continuidade: somos nós que seremos ressuscitados, e somos nós que estaremos para sempre com o Senhor. Aquele ressuscitados com Cristo não serão um conjunto totalmente novo de seres humanos, mas sim o povo de Deus que viveu nesta terra. A título de analogia, seria de se esperar que a nova terra não será totalmente diferente da terra atual, mas será a terra presente maravilhosamente renovada.

4) Uma quarta razão para preferirmos mais o conceito da renovação do que o do aniquilamento é esta: Se Deus tivesse de aniquilar o presente cosmos, satanás teria conquistado uma grande vitória. Pois então satanás teria tido sucesso em corromper tão devastadoramente o cosmos presente e a terra atual que Deus não poderia fazer mais nada com isso a não ser extinguí-los totalmente da existência. Mas satanás não conquistou essa vitória. Pelo contrário, satanás tem sido decisivamente derrotado. Deus revelará a plenitude das dimensões dessa derrota ao renovar exatamente a mesma terra na qual satanás enganou a humanidade, banindo, finalmente, dessa terra, os resultados das maquinações diabólicas de satanás.

Sobre este assunto é interessante observar as palavras com as quais Edward Thurneysen descreveu sua compreensão de como seria a nova terra: “O mundo no qual entraremos, na Parousia de Jesus Cristo é, não outro mundo, mas este mundo, este céu, esta terra; ambos, porém, já passados e renovados. Serão estas florestas, estes campos, estas cidades, estas ruas, este povo, que constituirão o cenário da redenção. No momento eles ainda são campos de batalha, cheios de luta e dor pela consumação ainda não realizada: então eles serão campos de vitória, campos de colheita, onde da semente que foi semeada com lágrimas os molhos eternos serão ceifados e trazidos para casa”.
Quando entendemos adequadamente os ensinos bíblicos acerca da nova terra, várias outras passagens começam a se encaixar num padrão significativo.
VERIFIQUE: Sl 37:11; Mt 5:5; Rm 4:13; At 3:19-21; Rm 8:19-21; Ef 1:13-14; Ap 5:9-10; Is 65:17-25; Is 66:22-23;2 Pe 3:13; Ap 21:1-4

Enquanto vivemos nesta terra nós nos preparamos para a vida na nova terra de Deus. Através de nosso serviço real estão sendo agora reunidos os materiais de construção para aquela nova terra. Bíblias estão sendo traduzidas, pessoas estão sendo evangelizadas, crentes estão sendo renovados, e culturas estão sendo transformadas. Somente a eternidade revelará o significado total do que está sendo feito para Cristo aqui.
No princípio da história Deus criou os céus e a terra. No fim da história vemos os novos céus e a nova terra, que ultrapassarão, em muito o esplendor de tudo que temos visto antes. No centro da história está o Cordeiro que foi morto, o primogênito dentre os mortos, e o governador dos reis da terra. Um dia lançaremos perante Ele todas as nossas coroas, “perdidos em admiração, amor e louvor”.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

AS IGREJAS - CAPÍTULOS 2 e 3

AS IGREJAS - CAP 2 E 3


São tipos de sete modalidades de congregações. Todas as Igrejas poderiam ser agrupadas sob um ou mais desses tipos. Existem certas religiões falsas que não caberiam dentro de nenhuma dessas descrições - e isso é uma das indicações de que são falsas.
São tipos da Igreja Cristã dominante em cada período da história. Profeticamente, essas igrejas representam sete períodos da história eclesiástica. Formam a história da Igreja Cristã. Cada Igreja do Apocalipse é um tipo da Igreja de uma determinado período histórico, e tem as características predominantes desse período.

ÉFESO - era a igreja cujo primeiro amor estava começando a esfriar. Era a igreja apostólica. A igreja do primeiro século. Muitas pessoas quando pensam no ‘primeiro amor’ pensam logo nos seus primeiros passos na igreja, quando não perdiam nenhum culto, não chegavam atrasadas, viviam uma vida de piedade. Jejuavam, oravam, viviam se consagrando. Hoje confessam que não são mais assim. Mas não é isso que se quer chamar de ‘primeiro amor’. O primeiro amor é Cristo. Quem está nele, está no primeiro amor. Muitas igrejas hoje estão como a igreja de Éfeso. As suas tradições e a manutenção dos seus preciosos ‘bons costumes’ são mais preciosos que a boa e genuína Palavra de Cristo. A Palavra de Deus só é a ‘coisa principal’ enquanto não se choca com suas tradições denominacionais. Para essas igrejas, permanece de pé a Palavra do Senhor: “Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e, se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres.” Apoc 2:5 (ARC).
ESMIRNA - representa o tempo da perseguição mundial contra os cristãos, que se seguiu aos primórdios da Igreja. Esta, a igreja que morria. A perseguição do Império Romano era intensamente feroz. Nero utilizava 1000 cristãos toda noite para iluminar as praças de Roma. Os pais viam seus filhos queimados ou massacrados pelas feras. Os filhos viam seus pais moídos como trigo na boca dos leões. Um grito por misericódia subia incessantemente aos céus. E Deus ouviu.
PÉRGAMO - determina o começo do paganismo. Os “nicolaítas” como tudo indica, seriam dominadores sacerdotais sobre o povo. Deus ouviu a oração da Igreja e a perseguição cessou. No ano 312 dC Constantino, fundador de Constatinopla, se converteu ao Cristianismo (pelo menos ele afirmou) e as perseguições cessaram. Com isso as portas da Igreja se abriram e toda espécie de gente passou a freqüentá-la, o que, ao invés de ser melhor para a igreja, foi bem pior, uma vez que o fogo da perseguição não mais purificava seus membros. A Igreja enfraqueceu e começou a adoração paulatina aos ídolos.
TIATIRA - vê o romanismo já perfeitamente estabelecido. É a igreja da Idade Média. A profecia concernente a Jezabel se cumpre nos capítulos 17 e 18. Ela é a mulher vestida de escarlata, da Babilônia. Aqui Cristo já estava sendo chamado de “o filho de Maria”, razão porque, na carta a essa igreja, o Senhor Jesus refere-se a si mesmo como “o Filho de Deus”. Essa é a igreja das bulas papais, da inquisição, da noite mais negra de toda a religião.
SARDES - pinta uma Igreja reformada, mas ainda longe da perfeição. Essa é a igreja de João Huss, de Martinho Lutero, de Calvino. Uma igreja outra, não adoradora de ídolos, que ensinava que “o justo viverá da fé”, mas que ainda faltava o poder e a direção do Espírito Santo.
FILADÉLFIA - Apresenta-nos o maior período da história da Igreja: um período em que grandes avivamentos varreram países inteiros e quando as portas estavam abertas aos campos missionários de todos os países.
LAODICÉIA - representa da Igreja dos últimos dias. O Senhor começa a carta dizendo: “Isto diz o AMÉM”. Este é o único lugar em que o Amém é usado como substantivo próprio. Significa “o verdadeiro”. Para uma era marcada pelo ceticismo, pela incredulidade, que não tolera credos; para uma igreja que não reputa mais a Bíblia como inspirada, que se conserva em rebelião franca contra os claros ensinamentos de Jesus acerca das coisas vindouras - para essa era e para essa igreja, Jesus se apresenta como o “Amém”.
A tendência atual é em direção à unificação e à consolidação. O resultado disso é templos caríssimos, completamente equipados com tudo quanto se possa imaginar em matéria de conforto e conveniência; toda a pompa de um culto ritualístico; todos os elementos necessários à vida social e recreacional da comunidade inteira. “... e não preciso de coisa alguma...” Essa igreja não percebe sua própria condição de miserabilidade.
O desvio da fé, por parte da Igreja, nos últimos dias desta época, é designado pelo nome de apostasia. O modernismo é apenas outro nome para apostasia. Não se trata aqui de um afastamento da Igreja, mas antes, de um desvio da fé na inspiração da Bíblia, na divindade e nascimento virginal de Cristo, na ressurreição corpórea de Cristo, e dos santos, no sofrimento vicário de Cristo, na segunda vinda de Cristo, e nos demais ensinamentos claros da Palavra de Deus.
O tipo de igreja que predominará nos últimos dias desta era deverá ser rejeitado como igreja, ainda que em seu meio conta com muitas pessoas que por si mesmas não são apóstatas. A apostasia real se confina quase que inteiramente aos líderes que, à semelhança de Judas, têm traído seu Senhor por certo preço. O preço é, geralmente, mais popularidade, congregações maiores, e mais influência dentro da denominação.
Assim o povo é enganado, guiado por caminhos tortuosos, porquanto confiam em seus líderes. A maioria deles com a mesma facilidade poderiam ter sido conduzidos à verdade. Essa é a igreja que será a mais forte quando ocorrer o arrebatamento. Essa é a igreja que entrará na tribulação que se seguirá. Será repreendida por ser deixada para trás, quando os salvos forem arrebatados, mas muitos de seus membros serão salvos.

ESTRUTURA DAS CARTAS

Cada uma das sete cartas segue o mesmo esboço geral:

1- Nome da Igreja a quem é dirigida.
2- Identificação de quem fala.
3- Elogio.
4- Reprimenda.
5- Menção da Segunda Vinda de Cristo e seu efeito sobre tal Igreja.
6- Ordem Universal para que as Igrejas ouçam, ordem repetida em todas as cartas.
7- Promessa ao VENCEDOR.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O TEMA ATÉ DESVENDANDO O APOCALIPSE.

O TEMA

O tema do livro de Apocalipse é a redenção. A redenção envolve a restauração de tudo quanto foi perdido através do pecado, compreendendo a alma do homem, seu corpo, a raça humana e a terra.
O processo da redenção foi entregue nas mãos da Igreja. A história da Igreja, pois, é a história da redenção no que se aplica à alma dos homens. Ainda não chegou o dia da redenção para a terra nem para a raça humana. Esse é o motivo pelo qual todas as reformas fracassam, e todos os esforços de paz mundial são frustrados.

A redenção envolve A ALMA, O CORPO E A TERRA TODA.
Rm 8:23 Ef 4:30 Lc 21:28



REGENERAÇÃO

As duas grandes palavras proféticas são: regeneração e redenção, embora esses vocábulos sejam geralmente aplicados de maneira a limitar o seu sentido àquilo que atualmente é já passado, mas que anteriormente fora profecia. Ninguém pode tratar de qualquer porção da regeneração ou da redenção sem entrar em profecia.
A história inteira da humanidade pode ser contada com apenas 3 palavras: GERAÇÃO, DEGENERAÇÃO E REGENERAÇÃO.
A REGENERAÇÃO consiste do processo de restaurar, ao seu estado original, algo que sofreu um processo de degeneração.
A REGENERAÇÃO é aplicada à alma porque houve degeneração, e é necessário haver restauração ao seu original estado de perfeição, mediante lavagem e renovação. Aplica-se também à terra porque ela se degenerou e desceu muito abaixo da perfeição da criação original e tem de ser restaurada.
A REGENERAÇÃO não diz respeito aos corpos dos santos. Não serão restaurados ao seu estado original, uma vez que ficariam novamente sujeitos à morte. Pelo contrário, deverão ser transformados e glorificados. I Cor 15:44.

REDENÇÃO

A REDENÇÃO consiste do processo de restaurar, ao proprietário original, algo que ele perdeu ou vendeu.
Quando a alma é redimida, é então restaurada a Deus. O corpo também deverá ser redimido, isto é, restaurado ao homem (transformado e glorificado). A terra também será redimida, tirada das mãos de satanás e devolvida ao povo de Deus.
Grande parte dos escritos proféticos diz respeito à redenção da terra, o que inclui tudo quanto existe na terra, que pode ser redimido. Aquilo que não puder ser redimido será destruído.



DESVENDANDO O APOCALIPSE
O REDENTOR

O primeiro capítulo é, provavelmente, o mais importante do livro. Contém as chaves que abrem as portas para todos os demais. Se os crentes conseguirem dominar esse primeiro capítulo, todo o restante será fácil de entender.
Não há nenhuma palavra de descrição de Jesus, nos quatro Evangelhos, nem em alguma outra parte das Escrituras Sagradas. A única tentativa de descrever a Cristo mostra-o, não em sua humilhação, mas em sua Glória.

Pode-se notar as características de um profeta, de um sacerdote, de um rei e de um juiz.
Na qualidade de profeta Ele é a fiel testemunha e o autor das palavras desta profecia.
Como sacerdote, Ele aparece vestido como sacerdote, com as vestes talares e o cinto.
Como juiz, Ele tem os olhos como chamas de fogo, e os seus pés parecem bronze polido.
E, na qualidade de rei, Ele possui voz como o som de muitas águas e brande uma espada afiada de dois gumes.
Cada vez que Cristo é mencionado, nas páginas do Apocalipse, uma frase do primeiro capítulo é repetida. As outras referências a Cristo são:
“... um semelhante a filho do homem...” (14:14)
“...o primeiro e o último...” (2:8).
“...que esteve morto e tornou a viver...” (2:8).
“...aquele que tem as chaves...” (3:7 e 20:1-2).
“...a testemunha fiel e verdadeira...”(3:14 e 19:11).
“...Rei dos reis e Senhor dos senhores...” (19:16).
“...aquele que tem os sete espíritos de Deus...” (3:1 e 5:6).
“...para o nosso Deus e os constituístes reino e sacerdotes...” (5:10).