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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O TEMA ATÉ DESVENDANDO O APOCALIPSE.

O TEMA

O tema do livro de Apocalipse é a redenção. A redenção envolve a restauração de tudo quanto foi perdido através do pecado, compreendendo a alma do homem, seu corpo, a raça humana e a terra.
O processo da redenção foi entregue nas mãos da Igreja. A história da Igreja, pois, é a história da redenção no que se aplica à alma dos homens. Ainda não chegou o dia da redenção para a terra nem para a raça humana. Esse é o motivo pelo qual todas as reformas fracassam, e todos os esforços de paz mundial são frustrados.

A redenção envolve A ALMA, O CORPO E A TERRA TODA.
Rm 8:23 Ef 4:30 Lc 21:28



REGENERAÇÃO

As duas grandes palavras proféticas são: regeneração e redenção, embora esses vocábulos sejam geralmente aplicados de maneira a limitar o seu sentido àquilo que atualmente é já passado, mas que anteriormente fora profecia. Ninguém pode tratar de qualquer porção da regeneração ou da redenção sem entrar em profecia.
A história inteira da humanidade pode ser contada com apenas 3 palavras: GERAÇÃO, DEGENERAÇÃO E REGENERAÇÃO.
A REGENERAÇÃO consiste do processo de restaurar, ao seu estado original, algo que sofreu um processo de degeneração.
A REGENERAÇÃO é aplicada à alma porque houve degeneração, e é necessário haver restauração ao seu original estado de perfeição, mediante lavagem e renovação. Aplica-se também à terra porque ela se degenerou e desceu muito abaixo da perfeição da criação original e tem de ser restaurada.
A REGENERAÇÃO não diz respeito aos corpos dos santos. Não serão restaurados ao seu estado original, uma vez que ficariam novamente sujeitos à morte. Pelo contrário, deverão ser transformados e glorificados. I Cor 15:44.

REDENÇÃO

A REDENÇÃO consiste do processo de restaurar, ao proprietário original, algo que ele perdeu ou vendeu.
Quando a alma é redimida, é então restaurada a Deus. O corpo também deverá ser redimido, isto é, restaurado ao homem (transformado e glorificado). A terra também será redimida, tirada das mãos de satanás e devolvida ao povo de Deus.
Grande parte dos escritos proféticos diz respeito à redenção da terra, o que inclui tudo quanto existe na terra, que pode ser redimido. Aquilo que não puder ser redimido será destruído.



DESVENDANDO O APOCALIPSE
O REDENTOR

O primeiro capítulo é, provavelmente, o mais importante do livro. Contém as chaves que abrem as portas para todos os demais. Se os crentes conseguirem dominar esse primeiro capítulo, todo o restante será fácil de entender.
Não há nenhuma palavra de descrição de Jesus, nos quatro Evangelhos, nem em alguma outra parte das Escrituras Sagradas. A única tentativa de descrever a Cristo mostra-o, não em sua humilhação, mas em sua Glória.

Pode-se notar as características de um profeta, de um sacerdote, de um rei e de um juiz.
Na qualidade de profeta Ele é a fiel testemunha e o autor das palavras desta profecia.
Como sacerdote, Ele aparece vestido como sacerdote, com as vestes talares e o cinto.
Como juiz, Ele tem os olhos como chamas de fogo, e os seus pés parecem bronze polido.
E, na qualidade de rei, Ele possui voz como o som de muitas águas e brande uma espada afiada de dois gumes.
Cada vez que Cristo é mencionado, nas páginas do Apocalipse, uma frase do primeiro capítulo é repetida. As outras referências a Cristo são:
“... um semelhante a filho do homem...” (14:14)
“...o primeiro e o último...” (2:8).
“...que esteve morto e tornou a viver...” (2:8).
“...aquele que tem as chaves...” (3:7 e 20:1-2).
“...a testemunha fiel e verdadeira...”(3:14 e 19:11).
“...Rei dos reis e Senhor dos senhores...” (19:16).
“...aquele que tem os sete espíritos de Deus...” (3:1 e 5:6).
“...para o nosso Deus e os constituístes reino e sacerdotes...” (5:10).

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

APOCALIPSE - NÚMEROS

NÚMEROS

O Apocalipse é sempre coerente em seu emprego de números. Algumas vezes parece haver, efetivamente, alguma incoerência. Quando isso acontecer é porque não conseguimos entender o sentido completo do texto. Os principais números, revestidos de um sentido todo próprio são os seguinte:
UM - É o número de Deus. Deuteronômio 6:4 : “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”.
TRÊS - A Trindade. O triângulo é a menor unidade geométrica e, por isso mesmo, símbolo apropriado do Deus tri-uno. Esse número sempre aparece quando a redenção está em vista. Deus só se revela como Trindade no processo de redenção. É necessária a ação conjunta do Pai e do Filho e do Espírito Santo para que o pecador seja salvo.
QUATRO - O número do mundo é quatro: quatro direções, quatro ventos, quatro estações. Esse número evidencia quando Deus está situado no mundo.
SEIS - Número do mal. É o número de satanás. Ver Dn 3.1 e Apocalipse 13.18.
SETE - Número da totalidade (não da perfeição). O dragão aparece com sete cabeças, o que indica seu completo domínio sobre a terra inteira, tipificada pelos sete grandes impérios mundiais. Sete mostra qualquer objeto em sua inteireza, do princípio ao fim; sete igrejas representam todas as igrejas de todos os tempos em sua totalidade; sete espíritos representam a plenitude do Espírito Santo. Se, por exemplo, o livro com sete selos tem em si a consumação da redenção, então toda a redenção ficará completada quando da abertura dos sete selos e quando forem tocadas as sete trombetas, o que ocorre sob o sétimo selo.
DEZ - É um número indefinido ou um número arredondado.
DOZE - Número dos redimidos. No Antigo Testamento, são representados pelas doze tribos; no Novo Testamento, pelos doze apóstolos; na Cidade Santa são representados pelas doze portas e pelos doze fundamentos de pedra, com os nomes dos santos da Antiga e da Nova Aliança.

terça-feira, 27 de julho de 2010

APOCALIPSE - OS ANJOS

Como em nossos dias estão todos se interessando pelo ministério dos Anjos, e tendo notado que muitos exageros podem ser encontrados no meio das Igrejas, fazemos abaixo algumas considerações sobre essas maravilhosas criaturas de Deus.
João Calvino, no primeiro volume de sua obra, Preceitos da Religião Cristã, disse que ‘’os anjos são os distribuidores e administradores da beneficência divina com relação a nós. Eles dão atenção à nossa segurança, encarregam-se da nossa defesa, dirigem nossos caminhos e exercem uma solicitude constante no sentido de que nenhum mal nos atinja’’.
Os anjos têm um lugar muito mais importante na Bíblia do que o diabo e seus demônios. A Bíblia ensina que os anjos intervêm nos assuntos das nações. Deus os utiliza com freqüência a fim de exercer julgamento sobre as nações. Eles guiam, consolam, e cuidam do povo de Deus em meio a sofrimento e perseguição.
O reverendo John G. Paton, missionário das Novas Hébridas, conta um emocionante caso sobre o desvelo protetor dos anjos. Nativos hostis cercaram, certa noite, a sede da sua missão, com a intenção de queimá-la e matar a família Paton. John Paton e sua esposa oraram durante toda aquela noite repleta de terror para que Deus os protegesse. Quando amanheceu, verificaram, estarrecidos, que os atacantes haviam inexplicavelmente abandonado p cerco. Agradeceram a Deus por livrá-los do perigo.
Um ano depois, o chefe da tribo converteu-se a Jesus Cristo, e o Reverendo Paton, lembrando-se do que acontecera, perguntou ao chefe o que o impedira, a ele e aos seus homens, de queimar a casa e matá-los. O chefe respondeu, surpreso:
• Quem eram todos aqueles homens que estavam com o senhor?
• Não havia homens comigo - respondeu o missionário - somente eu e minha esposa.

O chefe asseverou ter visto muitos homens de guarda, centenas de homens de grande porte, em trajes reluzentes, com espadas desembainhadas. Pareciam circundar o posto da missão, razão pela qual os nativos tiveram medo de atacar. Somente então foi que o Reverendo Paton percebeu que Deus havia enviado os Seus anjos para protegê-los. O chefe concordou em que não havia outra explicação. (Os anjos - B. Graham - pag 10-11).
Temos forte convicção do glorioso trabalho realizado por essas benditas criaturas a nosso favor, no entanto precisamos esclarecer algumas coisas;
1. Os anjos são criaturas. Não podem ser adoradas. - fazemos esta observação em virtude de em algumas igrejas, mormente pentecostais, demonstrarem muito maior alegria pela presença dos anjos do que pela presença do Espírito Santo, Senhor e criador dos anjos.
2. Os anjos tem poder e sabedoria limitados. Seu poder: quando satanás contendia por causa do corpo de Moisés, o arcanjo Miguel não pode fazer nada além de dizer-lhe: satanás, o Senhor te repreenda! (Judas 9), enquanto que no caso do próprio homem (cheio do Espírito Santo), quando em confronto com satanás, ordena-lhe, em NOME DO SENHOR JESUS que vá embora, e ele não pode resistir. Quanto à sua sabedoria convém-nos demonstrar aqui que até mesmo quanto ao conhecimento da sabedoria de Deus, eles são sobrepujados pelo próprio homem (cristão, é evidente). Quando em Mateus 16:23, Pedro tentava aconselhar ao Senhor Jesus para que fugisse da Cruz, o Senhor dirigiu uma palavra a satanás dizendo: ‘’Para trás de mim, satanás, que não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens’’. (ARC). Ora, de satanás está escrito: ‘’Eis que mais sábio és que Daniel: não há segredo algum que se possa esconder de ti.’’ Ez 28:3. Alguém poderá dizer que satanás é um anjo caído, entretanto devemos ver o que a Palavra de Deus diz sobre a sabedoria de um anjo que não caiu: ‘’...Porém sábio é meu senhor, conforme à sabedoria de um anjo de Deus, para entender tudo o que há na terra.’’ (2 Sm 14:20). Observamos então, que tanto um anjo caído, quanto um anjo bendito, ambos só têm sabedoria para entender as coisas dos homens, o que não acontece com a Igreja, que faz conhecida aos próprios anjos até mesmo a própria sabedoria de Deus, segredo revelado apenas à IGREJA: ‘’Para que agora, PELA IGREJA, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades NOS CÉUS, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor’’ (Ef 3:10-11). De onde viria então, essa Maravilhosa e tremenda sabedoria da Igreja para compreender a própria Sabedoria de Deus ao ponto de poder ensiná-la a todos, inclusive aos anjos? A resposta temos na própria Bíblia: Temos a mente de Cristo. Temos o Espírito de Deus. E quem tem o Espírito de Deus conhece as próprias profundezas de Deus (1 Co 2:9-16). Esta é a grande diferença entre os anjos e a Igreja: o Espírito de Deus não pode, por sua própria natureza, habitar ou tabernacular nos anjos.
3. Os anjos mencionados no livro de Apocalipse não são essas criaturas acima descritas. Os anjos do livro de Apocalipse trabalham na tarefa da redenção, na qual os anjos não podem trabalhar (veja Hebreus 2:5), possuem coroas, jamais prometidas a Israel ou aos anjos. Nas Escrituras as coroas são sempre e somente prometidas aos cristãos, como por exemplo em Apoc 2:10 ( coroa da vida), em 2 Tm 4:8 (coroa da justiça), 1 Co 9:25 (coroa incorruptível) e em muitas outras passagens. Esses anjos do Apocalipse também têm tronos, prometidos igualmente e somente aos santos, nunca a Israel (quero frisar) ou aos anjos ( Mt 19:28, Lc 22:29-30 e Ap 3:21). Suas vestes são apenas da Igreja. Vejamos: Em Apocalipse 15:6 lemos acerca dos sete anjos que tinham os sete flagelos de Deus e estavam vestidos de linho puro e resplandecente, ...; Em Apocalipse 19:14 lemos acerca dos ‘’exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro.’’ Comparemos agora com Apocalipse 19: 7 e 8 onde lemos: ‘’Alegremo-nos, exultemos, e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.’’. Observe que é a ESPOSA (OU NOIVA) QUE SE VESTE ASSIM.
4. Preciso falar agora sobre o Senhor Jesus. Na regra número 3 falei que o Senhor Jesus algumas vezes aparece sendo chamado de anjo. Sei que muitos se opõem a isso, mas, embora respeitando a opinião dos queridos irmãos, não posso deixar de ensinar o que o Espírito do Senhor, nosso mestre por excelência, me fez ver. Devemos sempre comparar coisas espirituais com espirituais e não pensamentos com pontos de vista. Quando ensino não tenho compromisso algum com ensinamentos de homens, mas sim com a Palavra de Deus. Vejamos: Em Malaquias 3:1 vemos algo bastante interessante: ‘’Eis que eu envio o meu ANJO que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo, o Senhor, a quem vós buscais, o ANJO do concerto, a quem vós desejais; eis que vem, diz o Senhor do Exércitos’’ (ARC). Onde frisei a palavra anjo, escrevendo-as com maiúsculas, a primeira delas refere-se a um homem, João Batista. A segunda refere-se ao próprio Senhor Jesus. Quem poderia negá-lo?

Podemos observar também que nas cartas escritas às sete igrejas do Apocalipse os seus pastores, isto é, seus dirigentes, isto é, homens que as presidiam é que são chamados de ‘’anjo da igreja’’.
Vejamos agora um grande exemplo em que podemos observar que o Senhor Jesus, o Senhor da Glória, é notavelmente chamado de ‘’ANJO’’:
‘’E vi outro ANJO FORTE (grifo meu), que descia do céu, vestido de uma nuvem; e por cima de sua cabeça estava o arco celeste, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés como coluna de fogo; ...’’ Apocalipse 10:1.
Como podemos provar que o anjo acima descrito não é um anjo comum como os outros, e sim o Senhor de toda a Glória? Em primeiro lugar, devemos notar que por cima de Sua cabeça estava o arco celeste, símbolo da misericórdia de Deus. Em segundo lugar que o Seu rosto era como o Sol (veja Apoc. 1:16c; e em terceiro lugar que devemos observar a seqüência de acontecimentos a partir do capítulo 5 de Apocalipse, verso 1 em diante: ‘’E VI na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.’’ (verso 1). No verso 6 e 7 podemos ler: ‘’ E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus, enviados a toda a terra. E veio e TOMOU O LIVRO DA DESTRA (grifo meu) do que estava assentado no trono’’. Quero chamar a atenção para o fato de que o livro está na mão do Cordeiro, isto é, de JESUS. Então, no capítulo 6 o Cordeiro dá início à abertura dos sete selos, o que se desenrola através de todo este capítulo como também em seqüência através dos capítulos 7, 8 e 9. Neste último, o livro já está completamente aberto. Então, chegamos ao capítulo 10, onde vemos nosso “Anjo Forte”. Verifiquemos com cuidado e veremos que no verso 2, Ele está com um “livrinho aberto” em sua mão. Em nenhum versículos dos mencionados capítulos o Cordeiro, o único que poderia até mesmo olhar para o livro, entregou o livro a ninguém, donde podemos concluir com toda a certeza que Ele e o Cordeiro são a mesma pessoa.