AS IGREJAS - CAP 2 E 3
São tipos de sete modalidades de congregações. Todas as Igrejas poderiam ser agrupadas sob um ou mais desses tipos. Existem certas religiões falsas que não caberiam dentro de nenhuma dessas descrições - e isso é uma das indicações de que são falsas.
São tipos da Igreja Cristã dominante em cada período da história. Profeticamente, essas igrejas representam sete períodos da história eclesiástica. Formam a história da Igreja Cristã. Cada Igreja do Apocalipse é um tipo da Igreja de uma determinado período histórico, e tem as características predominantes desse período.
ÉFESO - era a igreja cujo primeiro amor estava começando a esfriar. Era a igreja apostólica. A igreja do primeiro século. Muitas pessoas quando pensam no ‘primeiro amor’ pensam logo nos seus primeiros passos na igreja, quando não perdiam nenhum culto, não chegavam atrasadas, viviam uma vida de piedade. Jejuavam, oravam, viviam se consagrando. Hoje confessam que não são mais assim. Mas não é isso que se quer chamar de ‘primeiro amor’. O primeiro amor é Cristo. Quem está nele, está no primeiro amor. Muitas igrejas hoje estão como a igreja de Éfeso. As suas tradições e a manutenção dos seus preciosos ‘bons costumes’ são mais preciosos que a boa e genuína Palavra de Cristo. A Palavra de Deus só é a ‘coisa principal’ enquanto não se choca com suas tradições denominacionais. Para essas igrejas, permanece de pé a Palavra do Senhor: “Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e, se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres.” Apoc 2:5 (ARC).
ESMIRNA - representa o tempo da perseguição mundial contra os cristãos, que se seguiu aos primórdios da Igreja. Esta, a igreja que morria. A perseguição do Império Romano era intensamente feroz. Nero utilizava 1000 cristãos toda noite para iluminar as praças de Roma. Os pais viam seus filhos queimados ou massacrados pelas feras. Os filhos viam seus pais moídos como trigo na boca dos leões. Um grito por misericódia subia incessantemente aos céus. E Deus ouviu.
PÉRGAMO - determina o começo do paganismo. Os “nicolaítas” como tudo indica, seriam dominadores sacerdotais sobre o povo. Deus ouviu a oração da Igreja e a perseguição cessou. No ano 312 dC Constantino, fundador de Constatinopla, se converteu ao Cristianismo (pelo menos ele afirmou) e as perseguições cessaram. Com isso as portas da Igreja se abriram e toda espécie de gente passou a freqüentá-la, o que, ao invés de ser melhor para a igreja, foi bem pior, uma vez que o fogo da perseguição não mais purificava seus membros. A Igreja enfraqueceu e começou a adoração paulatina aos ídolos.
TIATIRA - vê o romanismo já perfeitamente estabelecido. É a igreja da Idade Média. A profecia concernente a Jezabel se cumpre nos capítulos 17 e 18. Ela é a mulher vestida de escarlata, da Babilônia. Aqui Cristo já estava sendo chamado de “o filho de Maria”, razão porque, na carta a essa igreja, o Senhor Jesus refere-se a si mesmo como “o Filho de Deus”. Essa é a igreja das bulas papais, da inquisição, da noite mais negra de toda a religião.
SARDES - pinta uma Igreja reformada, mas ainda longe da perfeição. Essa é a igreja de João Huss, de Martinho Lutero, de Calvino. Uma igreja outra, não adoradora de ídolos, que ensinava que “o justo viverá da fé”, mas que ainda faltava o poder e a direção do Espírito Santo.
FILADÉLFIA - Apresenta-nos o maior período da história da Igreja: um período em que grandes avivamentos varreram países inteiros e quando as portas estavam abertas aos campos missionários de todos os países.
LAODICÉIA - representa da Igreja dos últimos dias. O Senhor começa a carta dizendo: “Isto diz o AMÉM”. Este é o único lugar em que o Amém é usado como substantivo próprio. Significa “o verdadeiro”. Para uma era marcada pelo ceticismo, pela incredulidade, que não tolera credos; para uma igreja que não reputa mais a Bíblia como inspirada, que se conserva em rebelião franca contra os claros ensinamentos de Jesus acerca das coisas vindouras - para essa era e para essa igreja, Jesus se apresenta como o “Amém”.
A tendência atual é em direção à unificação e à consolidação. O resultado disso é templos caríssimos, completamente equipados com tudo quanto se possa imaginar em matéria de conforto e conveniência; toda a pompa de um culto ritualístico; todos os elementos necessários à vida social e recreacional da comunidade inteira. “... e não preciso de coisa alguma...” Essa igreja não percebe sua própria condição de miserabilidade.
O desvio da fé, por parte da Igreja, nos últimos dias desta época, é designado pelo nome de apostasia. O modernismo é apenas outro nome para apostasia. Não se trata aqui de um afastamento da Igreja, mas antes, de um desvio da fé na inspiração da Bíblia, na divindade e nascimento virginal de Cristo, na ressurreição corpórea de Cristo, e dos santos, no sofrimento vicário de Cristo, na segunda vinda de Cristo, e nos demais ensinamentos claros da Palavra de Deus.
O tipo de igreja que predominará nos últimos dias desta era deverá ser rejeitado como igreja, ainda que em seu meio conta com muitas pessoas que por si mesmas não são apóstatas. A apostasia real se confina quase que inteiramente aos líderes que, à semelhança de Judas, têm traído seu Senhor por certo preço. O preço é, geralmente, mais popularidade, congregações maiores, e mais influência dentro da denominação.
Assim o povo é enganado, guiado por caminhos tortuosos, porquanto confiam em seus líderes. A maioria deles com a mesma facilidade poderiam ter sido conduzidos à verdade. Essa é a igreja que será a mais forte quando ocorrer o arrebatamento. Essa é a igreja que entrará na tribulação que se seguirá. Será repreendida por ser deixada para trás, quando os salvos forem arrebatados, mas muitos de seus membros serão salvos.
ESTRUTURA DAS CARTAS
Cada uma das sete cartas segue o mesmo esboço geral:
1- Nome da Igreja a quem é dirigida.
2- Identificação de quem fala.
3- Elogio.
4- Reprimenda.
5- Menção da Segunda Vinda de Cristo e seu efeito sobre tal Igreja.
6- Ordem Universal para que as Igrejas ouçam, ordem repetida em todas as cartas.
7- Promessa ao VENCEDOR.
ESTE BLOG DESTINA-SE À PUBLICAÇÃO DE ESTUDOS BÍBLICOS PARA A EDIFICAÇÃO DO CORPO DO SENHOR - A IGREJA. É MINHA ORAÇÃO QUE OS IRMÃOS APRENDAM E CRESÇAM ENQUANTO É TEMPO. GOD BLESS YOU A LOT.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
APOCALIPSE - NÚMEROS
NÚMEROS
O Apocalipse é sempre coerente em seu emprego de números. Algumas vezes parece haver, efetivamente, alguma incoerência. Quando isso acontecer é porque não conseguimos entender o sentido completo do texto. Os principais números, revestidos de um sentido todo próprio são os seguinte:
UM - É o número de Deus. Deuteronômio 6:4 : “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”.
TRÊS - A Trindade. O triângulo é a menor unidade geométrica e, por isso mesmo, símbolo apropriado do Deus tri-uno. Esse número sempre aparece quando a redenção está em vista. Deus só se revela como Trindade no processo de redenção. É necessária a ação conjunta do Pai e do Filho e do Espírito Santo para que o pecador seja salvo.
QUATRO - O número do mundo é quatro: quatro direções, quatro ventos, quatro estações. Esse número evidencia quando Deus está situado no mundo.
SEIS - Número do mal. É o número de satanás. Ver Dn 3.1 e Apocalipse 13.18.
SETE - Número da totalidade (não da perfeição). O dragão aparece com sete cabeças, o que indica seu completo domínio sobre a terra inteira, tipificada pelos sete grandes impérios mundiais. Sete mostra qualquer objeto em sua inteireza, do princípio ao fim; sete igrejas representam todas as igrejas de todos os tempos em sua totalidade; sete espíritos representam a plenitude do Espírito Santo. Se, por exemplo, o livro com sete selos tem em si a consumação da redenção, então toda a redenção ficará completada quando da abertura dos sete selos e quando forem tocadas as sete trombetas, o que ocorre sob o sétimo selo.
DEZ - É um número indefinido ou um número arredondado.
DOZE - Número dos redimidos. No Antigo Testamento, são representados pelas doze tribos; no Novo Testamento, pelos doze apóstolos; na Cidade Santa são representados pelas doze portas e pelos doze fundamentos de pedra, com os nomes dos santos da Antiga e da Nova Aliança.
O Apocalipse é sempre coerente em seu emprego de números. Algumas vezes parece haver, efetivamente, alguma incoerência. Quando isso acontecer é porque não conseguimos entender o sentido completo do texto. Os principais números, revestidos de um sentido todo próprio são os seguinte:
UM - É o número de Deus. Deuteronômio 6:4 : “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”.
TRÊS - A Trindade. O triângulo é a menor unidade geométrica e, por isso mesmo, símbolo apropriado do Deus tri-uno. Esse número sempre aparece quando a redenção está em vista. Deus só se revela como Trindade no processo de redenção. É necessária a ação conjunta do Pai e do Filho e do Espírito Santo para que o pecador seja salvo.
QUATRO - O número do mundo é quatro: quatro direções, quatro ventos, quatro estações. Esse número evidencia quando Deus está situado no mundo.
SEIS - Número do mal. É o número de satanás. Ver Dn 3.1 e Apocalipse 13.18.
SETE - Número da totalidade (não da perfeição). O dragão aparece com sete cabeças, o que indica seu completo domínio sobre a terra inteira, tipificada pelos sete grandes impérios mundiais. Sete mostra qualquer objeto em sua inteireza, do princípio ao fim; sete igrejas representam todas as igrejas de todos os tempos em sua totalidade; sete espíritos representam a plenitude do Espírito Santo. Se, por exemplo, o livro com sete selos tem em si a consumação da redenção, então toda a redenção ficará completada quando da abertura dos sete selos e quando forem tocadas as sete trombetas, o que ocorre sob o sétimo selo.
DEZ - É um número indefinido ou um número arredondado.
DOZE - Número dos redimidos. No Antigo Testamento, são representados pelas doze tribos; no Novo Testamento, pelos doze apóstolos; na Cidade Santa são representados pelas doze portas e pelos doze fundamentos de pedra, com os nomes dos santos da Antiga e da Nova Aliança.
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