segunda-feira, 28 de março de 2011

A VIDA NO DESERTO

A VIDA NO DESERTO

“Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar.” JOÃO 16:22.

DEPOIS de haver o Senhor operado a grande libertação de Israel, tirando-o da casa da servidão, os israelitas não entraram imediatamente na terra que tinha sido prometida a seus pais. mas “peregrinaram no deserto” e foram tentados e provados de várias formas. Do mesmo modo, depois de Deus haver libertado os que o temiam, tirando-os do cativeiro do pecado e de Satanás, após terem sido “justificados livremente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”, ainda não foram muitos os que dentre eles imediatamente entraram no “repouso que resta ao povo de Deus”. A maior parte pôs-se a vagar mais ou menos, fora do bom caminho a que Deus os induzira. Chegaram, por assim dizer, a um “vasto e tremendo deserto”, onde foram tentados e afligidos de várias formas; e a isto alguns, em alusão ao caso dos israelitas, chamam “a vida no deserto”.
Israel no deserto podia ser tomado como tipo de certos cristãos que se acham em estado de enfermidade espiritual.
I. A natureza dessa enfermidade.

É a perda: (1) da fé; (2) do amor; (3) da alegria. (4) da paz; (5) do poder.

II. SUA S CAUSAS.

1. O PECADO. Algumas vezes arrogamos pecados de comissão, trazendo trevas rependtinas. Mais frequentemente pecados de omissão, extinguindo gradualmente a luz; tais como a negligência na oração, a negrigência no reprovar o pecado. Pecado interior, como orgulho, ira, cobiça. Negligência no esforço e no ardor da vida espiritual.

2. IGNORÂNCIA. Da Palavra de Deus. Da obra de Deus na alma, tal como acontece com os místicos do catolicismo.

3. TENTAÇÃO – inesperada por parte do jovem cristão, especialmente se pensamos de nós mesmos demasiadamente alto.

III. A CURA DESSA OBSCURIDADE

A cura variará segundo a causa.
Se esta for o pecado, devemos perseguir e expulsar o pecado, examinando a consciência sobre os pecados de comissão, inquirindo se não há negligência de deveres, pesquisando as inclinações pecaminosas e sendo vigilantes quanto à indolência espiritual.
Se for ignorância, devemos entender a verdadeira significação das passagens da Palavra de Deus lidas erroneamente, tais como ISAÍAS 50:10 ( Quem há entre vós que tema ao SENHOR e que ouça a voz do seu Servo? Aquele que andou em trevas, sem nenhuma luz, confie em o nome do SENHOR e se firme sobre o seu Deus.); 1 PEDRO 4:12 (Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo;). Devemos também evitar a noção errônea de que aquela obscuridade seja necessária ou proveitosa.

Se for Tentação, devemos esperar por ele, considerar a imperfeição de nosso estado religioso e melhor atentar para as promessas.

Segunda-feira, 28 de Março de 2011.

Pastor Aragão.

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